Diagnósticos preventivos para combate ao câncer

Código TUSS: 40503780

Material: Sangue

O gene BRAF fornece instruções para produzir uma proteína que auxilia na transmissão de sinais químicos de fora da célula para o seu núcleo. Esta proteína faz parte de uma via de sinalização conhecida como RAS/MAPK, que controla várias funções celulares importantes. Especificamente, a via RAS/MAPK regula o crescimento e a divisão (proliferação) das células, diferenciação, migração e apoptose.

Mutações somáticas no gene BRAF são comuns em vários tipos de câncer. Normalmente, a proteína BRAF é ligada e desligada em resposta a sinais que controlam o crescimento e desenvolvimento de células. As mutações somáticas fazem com que a proteína BRAF seja continuamente ativa e transmita mensagens para o núcleo mesmo na ausência desses sinais químicos.

A proteína hiperativa pode contribuir para o desenvolvimento do câncer, permitindo que as células anormais cresçam e se dividam incontrolavelmente. Recentemente, o teste de mutação do gene BRAF emergiu como uma ferramenta importante para o diagnóstico, prognóstico, tratamento e previsão do resultado do paciente em resposta à terapia direcionada para múltiplos tipos de câncer.

Pensando em uma avaliação menos invasiva, fornecemos a análise das duas mutações mais comuns encontradas no códon V600 do BRAF em simples amostras de soro e plasma do paciente oncológico.

Código TUSS: 40503763

Material: Sangue

A análise de EGFR (deleção no éxon 19, mutação p.L858R localizada no éxon 21) é obrigatória para selecionar pacientes com câncer de pulmão avançado para o tratamento em primeira linha com inibidores de EGFR. A mutação T790M no éxon 20 do gene EGFR é uma mutação de resistência presente em mais de 60% dos pacientes com câncer de pulmão que melhoram ao tratamento com inibidores de TKI. Estes pacientes apresentam baixa probabilidade de realizarem uma biópsia pela segunda vez.

Material: Sangue

A detecção da translocação EML4-ALK é importante para direcionar o paciente para o tratamento mais adequado para inibir uma enzima produzida pela fusão dos genes ALK e EML4 que favorece a multiplicação das células tumorais no pulmão. Ao inibir essa enzima, o medicamento dificulta o desenvolvimento e sobrevivência das células cancerígenas, podendo levar a estabilização da doença ou mesmo sua regressão.

Este teste fornece a detecção desta translocação em uma simples amostra de sangue do paciente oncológico.

Material: Sangue

As alterações genéticas que ocorrem no decorrer da doença podem estar associadas com a progressão da doença e com a resistência frente ao tratamento que o paciente está recebendo. O exame Guardant 360 analisa em uma amostra de sangue a presença de mutações tumorais pontuais em 73 genes, além de identificar rearranjos, inserções e deleções, com o objetivo de proporcionar opções de tratamento clínico ao paciente através da análise das características biológicas do tumor.

O exame Guardant360 utiliza sequenciamento digital, o qual permite alcançar uma especificidade analítica de 99.9999%, melhorando a performance do NGS. A tecnologia utilizada permite detectar até 0,1% de DNA tumoral mutado.

Código Tuss: 40503771

Material: Sangue

A análise de KRAS (mutações localizadas nos códons 12 e 13) é obrigatória em câncer colorretal para a escolha do tratamento. Os pacientes que não apresentam mutação tratam-se preferencialmente com terapias anti-EGFR. Contudo, as mutações de KRAS constituem um fator de mau prognóstico em muitos tipos de câncer.

Material: Sangue

Este painel realiza análise de duplicações e deleções dos genes: APC, EPCAM, MLH1, MSH2, MSH6, PMS2.

Material: Sangue

Identificação de pacientes portadores de mutações que caracterizam a síndrome de predisposição ao desenvolvimento de carcinoma colorretal hereditário não relacionado à polipose denominada HNPCC ou Síndrome de Lynch.

Material: Sangue

O teste consiste na análise do DNA do paciente por sequenciamento massivo NGS (Next Generation Sequencing) de 16 genes relacionados com o câncer gastrointestinal hereditário: APC, BMPR1A, CDH1, CHEK2, EPCAM, MLH1, MSH2, MSH6, MUTYH, PMS2, POLD1, POLE, PTEN, SMAD4, STK11, TP53.

Material: Sangue

A maioria dos casos de carcinoma gástrico são esporádicos e a agregação familiar é observada em apenas 10% dos doentes. Destes casos com agregação familiar, 1-3% constituem o Cancro Gástrico Difuso Hereditário, que é uma síndrome com um padrão de hereditariedade autossómica dominante, atribuível às mutações germinativas no gene CDH1/caderina-E.

Código TUSS: 40308235

Material: Tecido Tumoral

A sigla HER-2 significa receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano. O HER-2 é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, e este gene tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada HER-2, que fica na superfície celular.

De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando para a mesma que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em alguns pacientes com câncer de mama, ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células, o que contribui para o crescimento celular descontrolado, que é a principal característica do câncer. As pacientes que possuem essa condição são chamadas de HER2-positivas.

O câncer de mama HER-2 positivo cresce e se dissemina mais rapidamente. Estima-se que cerca de uma em cada cinco pacientes com câncer de mama metastático seja HER2-positiva (ou seja, 25% das pacientes) e pesquisas recentes sugerem que as pacientes HER2-positivas são as que, provavelmente, terão uma forma mais agressiva de câncer de mama.

É por isso que a determinação da situação da paciente em termos de HER2 o quanto antes é um fator importante para a decisão das melhores opções de tratamento do câncer de mama metastático.

Código TUSS: 40503100 + 40503151

Material: Sangue

O câncer de mama e o de ovário estão associados a um componente hereditário em 5-10% dos casos. Este tipo de câncer hereditário se caracteriza por sua incidência em indivíduos jovens, inclusive antes dos 40 anos.

A origem desta suscetibilidade reside frequentemente em mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.
A presença de mutações em algum destes dois genes é suficiente para que os indivíduos portadores apresentem um risco acumulado maior ao longo da vida para desenvolver câncer de mama e/ou ovário. Foram identificadas mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em até 30 % dos casos de câncer de mama hereditário. Os pacientes portadores de mutações em BRCA1 ou BRCA2 apresentam um risco para desenvolver câncer de mama ao longo da vida que pode variar entre 45 e 80 %.

No caso de câncer de ovário o risco oscila entre 20-40 % para portadoras de mutações em BRCA1 e entre 10-20 % para portadoras de mutações no gene BRCA2. As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 predispõem além do câncer de mama (inclusive em homens) aos cânceres de ovário, próstata e pâncreas.

Material: Tecido Tumoral

Identificação de mutações nos éxons 19 e 21 no domínio tirosina quinase de EGFR de tumores do pulmão (NSCLC) com padrão adenocarcinoma, bronquíolo-alveolar, tumores de histologia mista, mas não carcinoma epidermóide puro, estão relacionados com dramática reposta quando tratados com inibidores de tirosina quinase como ErlotinibE e GefitinibE (Tarceva® e Iressa® respectivamente).

Por outro lado, substituição T790M no éxon 20 nesses tumores está relacionada com progressão da doença após terapia com inibidores de tirosina quinase.

Material: Medula Óssea

Consiste no estudo das alterações cromossômicas das células de medula óssea. Sendo a indicado para diagnóstico, classificação e monitoramento de tratamento de pacientes com leucemias ou outras desordens hematológicas malignas.

Material: Sangue

As anomalias cromossômicas desempenham um papel fundamental na patogênese, diagnóstico e acompanhamento do tratamento de muitas doenças hematológicas, estas alterações são adquiridas. O cariótipo de sangue para doenças hematológicas é indicado para diagnóstico em casos de suspeita de LMC (Cromossomo Philadelphia) mieloma múltiplo, síndrome mielodisplásica e demais leucemias, bem como em outras neoplasias hematológicas.

É indicado apenas quando não é possível coletar a medula óssea e o paciente apresenta alta porcentagem de células blásticas em divisão na corrente circulatória.

A medicação que o paciente toma pode interferir no cultivo celular.

Material: Tecido

O teste visa a avaliação de gliomas com as sondas LSI 1p36/1q25 e LSI 9q13/19p13 (Vysis). Solicita-se:
Resumo da historia clinica do paciente.
Sempre que necessário e caso seja possível, copia do estudo molecular familiar no 
qual tenha sido detectada a mutação.

Código TUSS: 40308235

Material: Tecido Tumoral

A sigla HER-2 significa receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano. O HER-2 é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, e este gene tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular.

O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando para a mesma que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em alguns pacientes com câncer de mama há a superexpressão do gene HER-2, o que contribui para o crescimento descontrolado das células, sendo a principal característica do câncer.

Os pacientes que possuem essa condição são chamados de HER2-positivos. O câncer de mama HER-2 positivo cresce e se dissemina mais rapidamente. Estima-se que cerca de um em cada cinco pacientes com câncer de mama metastático é HER2-positivo (ou seja, 25% das pacientes) e pesquisas recentes sugerem que os pacientes HER2-positivos são as que, provavelmente, terão uma forma mais agressiva de câncer de mama.

É por isso que a determinação da situação da paciente em termos de HER2 o quanto antes é um fator importante para a decisão das melhores opções de tratamento do câncer de mama metastático.

Material: Sangue

A leucemia mielógena crônica (LMC) é um transtorno de células-tronco hematológicas causado pelo aumento e proliferação desregulada das células mieloides na medula óssea, e acúmulo excessivo de células brancas do sangue.

A Abelson tirosina quinase (ABL) é uma tirosina quinase não receptora implicada no crescimento e na proliferação celular e está, em geral, sob um estrito controle. Contudo, 95 % dos pacientes com LMC têm o gene ABL do cromossomo 9 fundido com o cluster (BCR) do cromossomo 22, o que resulta em um cromossomo conhecido como o cromossomo Filadélfia.

Este cromossomo é responsável pela produção de BCR-ABL, e produz uma tirosina quinase constitutivamente ativa que causa a proliferação celular não controlada. Um inibidor de ABL, imatinibe, foi aprovado pelo FDA para o tratamento da LMC, e é utilizado atualmente como terapia de primeira linha. Contudo, foi observada uma alta percentagem de recaída clínica devido ao tratamento a longo prazo com imatinibe. A maioria destes pacientes com recaída têm várias mutações pontuais no lugar da união de ATP do domínio quinase de ABL na transcrição BCR-ABL e ao seu redor.

Para fazer frente à resistência de mutação BCR-ABL do imatinibe, desenvolveram-se inibidores de segunda geração, tais como dasatinibe e nilotinibe. Estes compostos foram aprovados para o tratamento dos pacientes com LMC que são resistentes a imatinibe.

Todos os mutantes de BCR-ABL são inibidos pelos inibidores de 2ª geração, com a exceção do mutante T315I. Vários inibidores de 3ª geração como AP24534, VX-680 (MK-0457), PHA-739358, PPY-A, XL-228, SGX-70393, FTY720 e TG101113 estão sendo desenvolvidos para o tratamento da resistência quando a mutação T315I está presente.

Material: Sangue ou Medula Óssea

A fusão TEL/AML1 é a anomalia estrutural mais frequentemente encontrada em leucemia linfoblástica aguda (LLA) da infância. Nestes casos, em pacientes pediátricos, a presença da fusão TEL/AML1 tem sido associada a um bom prognóstico.

Material: Sangue ou Medula Óssea

O TP53 é um gene supressor tumoral localizado no braço curto do cromossomo 17 (17p13.1) que codifica a proteína p53 que possui um importante papel no controle do ciclo celular, no reparo do DNA e na indução da apoptose.
Quando há dano ao DNA da célula, a proteína p53 bloqueia o ciclo celular, permitindo dessa forma o reparo do DNA ou promovendo a apoptose (morte celular). Na ausência da atividade da p53 as células com alterado DNA não podem ser reparadas e continuam a proliferar. Aproximadamente 17% dos pacientes com Leucemia linfocítica crônica (LLC) apresentam deleção do gene TP53, que pode ser observada também na Leucemia mielóide aguda (LMA), Leucemia linfocítica aguda (LLA) e Mieloma múltiplo, entre outros cânceres.
A pesquisa desta deleção tem importância na escolha terapêutica uma vez que a sua presença confere prognóstico desfavorável.

Material: Medula Óssea

Investigação da Leucemia Promielocítica Aguda (AML M3), indica boa resposta ao tratamento com ácido transretinoico, permite o acompanhamento da terapia. A leucemia promielocítica aguda (LPA) ou LMA-M3, de acordo com a classificação FAB, corresponde a 10% – 15% das leucemias mielóides agudas (LMA). Estudos de marcadores de superfície mostram que as células da LPA têm um padrão distinto quando comparado a outras LMAs. Ocorre alta expressão de antígenos mielomonocíticos (CD13, CD15 e CD33) e ausência de expressão de antígenos monocíticos (CD14, incluindo My4, Leu M3 e Mo2) e HLA-DR. Em cerca de 90% dos casos, está associada à translocação t(15;17)(q22;q21), que resulta na fusão dos genes PML e RARA. Na maioria dos casos, os pacientes apresentam sintomas relacionados à anemia, trombocitopenia, organomegalia e distúrbios da coagulação. A primeira manifestação clínica em LPA é a leucopenia e na variante da LPA é a leucocitose. Outras características menos frequentes são observadas em 15% a 20% dos pacientes e infiltração no sistema nervoso central e na pele são achados raros.

Material: Sangue Total ou Medula Óssea

Os linfomas (Doença de Hodgkin e Linfomas não Hodgkin) constituem um grupo de doenças neoplásicas malignas que se originam de células do sistema imunológico (células B, T e NK). Existem mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin (LNH) e, portanto, são necessários vários tipos de exames para seu diagnóstico, o que irá auxiliar na escolha adequada do tratamento. Além de biópsias e exames de imagem, são utilizados alguns testes que ajudam a determinar características específicas das células nos tecidos biopsiados, sangue e medula óssea, incluindo anormalidades citogenéticas tais como rearranjos nos cromossomos, comuns nos linfomas. Este Painel para Linfoma Não Hodgkin (LNH), painel (3q27 (BCL6), t(11;14) IGH-BCL1, t(14;18) IGH-BCL2), consiste na análise de rearranjos cromossômicos característicos dos linfomas mais frequentes do grupo LNH.

Material: Tecido Tumoral

O gene BRAF codifica a proteína B-Raf. Mutações neste gene ocorrem em diversos tipos de tumores, sendo mais comum a mutação GTG>GAG no códon 600. Pacientes que apresentam mutações nesta região do gene BRAF possuem menor média de progressão de sobrevida com cura, quando comparados aos pacientes portadores do gene em sua forma selvagem, podendo ser utilizado como preditor de tratamento e prognóstico.

Material: Sangue

A mutação de alguns dos resíduos da cisteína (609, 611, 618 e 620 no éxon 10 e 630 e 634 no éxon 11) do proto-oncogene RET está presente em mais de 92% das famílias afetadas pela neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN 2A) e em 85% das famílias afetadas por carcinoma medular de tireóide familiar (FMTC).

Material: Sangue

A neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2) é um transtorno hereditário raro e complexo caracterizado pela presença de carcinoma medular de tireoides (MTC), unilaterais ou bilaterais feocromocitomas (PHEO) e a hiperplasia e/ou neoplasia endócrina de outros tecidos em um único paciente.

A prevalência foi estimada em torno de 1/30.000. Duas formas diferentes, esporádica e familiar, foram descritas para MEN2. A forma familiar, que é a mais frequente, mostra um padrão de herança autossômico dominante. A predisposição a MEN2 é causada por mutações de linha germinal do proto-c-oncogene RET no cromossomo 10q11.2. Os testes de DNA fazem possível a detecção precoce de possíveis portadores assintomáticos e permitem a identificação e o tratamento das lesões neoplásicas em uma fase anterior. Em particular, a identificação de uma correlação genótipo-fenótipo na síndrome de MEN2 permite um tratamento mais individualizado para os pacientes, melhorando sua qualidade de vida.

Material: Diversos

Amplificação de N-myc encontrado em 20-30% dos neuroblastomas (NB) foi o primeiro marcador molecular correntemente em uso clínico para estratificar pacientes para terapia. O gene N-myc é membro da familia MYC e codifica proteína com domínio básico helix-loop-helix (bHLH). Essa proteína está localizada no núcleo e precisa dimerizar com outra proteína bHLH parasse ligar ao DNA.

Este gene é primariamente expresso durante o desenvolvimento embrionário normal. A amplificação deste gene, denominada N-myc, é associada com uma variedade de tumores, mais notavelmente neuroblastomas, o mais frequente tumor sólido extra-cranial da infância. O prognóstico desta doença varia de regressão espontânea ou progressão agressiva, dependendo de vários parâmetros clínicos e aberrações genéticas. Células neoplásicas de neuroblastoma são caracterizadas por uma ampla diversidade de mutações genéticas. Uma delas, de grande relevância e de fator prognóstico bem estabelecido, é a amplificação do gene N-myc (duplicação de cópias).

Material: Sangue

O teste BRCA16 é uma análise de DNA do paciente por sequenciamento massivo NGS (Next Generation Sequencing) para detectar mutações pontuais e pequenas inserções/deleções em 18 genes relacionados com o câncer ginecológico hereditário. Os genes incluídos estão relacionados com o controle do ciclo celular e reparo do DNA durante as divisões celulares.

As mutações nestes genes pressupõem uma perda do controlo celular e da capacidade de reparo do DNA, o que pode implicar em um risco maior que o da população geral para o desenvolvimento de câncer: ATM, BRCA 1, BRCA 2, BRIP 1, CDH1, CHEK2, EPCAM, MLH1, MSH2, MSH6, NBN, PALB2, PMS2, PTEN, RAD51C,RAD51D, STK11 e TP53. Adicionalmente, é realizada a análise de duplicações e deleções dos genes BRCA1, BRCA2 e EPCAM.

As variantes patogênicas e as provavelmente patogênicas detectadas por sequenciamento massivo são confirmadas por sequenciamento Sanger.

Material: Sangue

Neste painel são analisados os seguintes genes: BRCA1, BRCA2, MLH1, MSH2, MSH6, PMS2***, EPCAM**, APC, MUTYH, MITF**, BAP1, CDKN2A, CDK4**, TP53, PTEN, STK11, CDH1, BMPR1A, SMAD4, GREM1**, POLD1**, POLE**, PALB2, CHEK2, ATM, NBN, BARD1, BRIP1, RAD51C e RAD51D
OBS: * Apenas regiões de impacto para risco de câncer são analisadas: CDK4: apenas chr12:g.58145429-58145431 (códon 24) é analisado, EPCAM: apenas grandes deleções e inserções, incluindo final do gene são analisados, GREM1: apenas duplicações na região promotora são analisadas, MITF: apenas chr3:g.70014091 (incluindo c.952G>A )é analisado, POLD1: apenas chr19:g.50909713 (incluindo c.1433G>A) é analisado, POLE: apenas chr12:g.133250250 (incluindo c.1270C>G) é analisado,** PMS2: Exóns 12-15 não são analisados.

Material: Sangue

O Painel de Câncer Hereditário (Principais Genes) inclui os genes relacionados às formas mais comuns de predisposição hereditária ao câncer de mama, ovário, endométrio, intestino (colorretal), próstata, gástrico, neoplasia endócrina multipla (MEN1), entre outras. Genes analisados neste painel: APC ATM BARD1 BLM BRCA1 BRCA2 BRIP1 CDH1 CDK4 CDKN2A CHEK2 EGFR EPCAM FANCC MEN1 MET MLH1 MSH2 MSH6 MUTYH NBN NF1 NF2 PALB2 PIK3CA PMS2 POLD1 POLE PTEN RAD51C RAD51D RB1 RECQL RET STK11 TP53 WT1.

Material: Sangue

O painel de câncer familiar inclui a análise de 105 genes relacionados com a predisposição ao câncer, tanto os tipos menos frequentes, quanto os mais frequentes. Entre os diferentes tipos de câncer hereditário, os mais habituais são o câncer de mama e ovário, câncer de cólon, melanoma e câncer de pâncreas. O exame é uma ferramenta fundamental para facilitar o aconselhamento genético ao paciente. O exame está indicado nos seguintes casos: pacientes com histórico familiar de câncer hereditário e/ou qualquer paciente que deseje conhecer sua predisposição genética relacionada com o câncer hereditário.
Os genes encontram-se listados abaixo: ACD, AKT1, APC, ATM, AXIN2, BAP1, BARD1, BMPR1A, BRCA1, BRCA2, BRIP1, CDC73, CDH1, CDK4, CDKN1B, CDKN1C, CDKN2A, CFTR, CHEK2, CTNNA1, CXCR4, DICER1, DIS3L2, EGLN1, EPCAM, ERCC4, FANCA, FANCB, FANCC, FANCD2, FANCE, FANCF, FANCG, FANCI, FANCL, FANCM, FH, FLCN, GALNT12, GPC3, GREM1, HNF1A, HNF1B, HOXB13, KIF1B, KLLN, KRAS, MAP3K6, MAX, MC1R, MEN1, MET, MITF, MLH1, MRE11A, MSH2, MSH3, MSH6, MSR1, MUTYH, NBN, NF1, NTHL1, PALB2, PDGFRA, PIK3CA, PMS1, PMS2, POLD1, POLE, POT1, PRKAR1A, PRSS1, PTCH1, PTCH2, PTEN, RAD50, RAD51C, RAD51D, RB1, RET, RNF43, RPS20, SDHA, SDHAF2, SDHB, SDHC, SDHD, SEC23B, SLX4, SMAD4, SMARCA4, SMARCB1, SPINK1, STK11, SUFU, TERT, TMEM127, TP53, TSC1, TSC2, VHL, WRN, WT1, XRCC2.

Material: Sangue

Neste painel são analisados 221 genes relacionados a Câncer Hereditário: ACD AIP AKT1 ALK APC ASCL1 ATM ATR AXIN2 BAP1 BARD1 BDNF BLM BMPR1A BRCA1 BRCA2 BRIP1 BUB1B CASP10 CASP9 CBL CDC73 CDH1 CDH23 CDK4 CDKN1B CDKN1C CDKN2A CEBPA CEP57 CHEK2 CREBBP CSF3R CTC1 CTNNB1 CYLD DDB2 DICER1 DIS3L2 DKC1 DNAJC21 DNMT3B DOCK8 EDN3 EGFR EPCAM ERCC2 ERCC3 ERCC4 ERCC5 ERCC6 EXT1 EXT2 EZH2 FAN1 FANCA FANCB FANCC FANCD2 FANCE FANCF FANCG FANCI FANCL FANCM FAS FASLG FH FLCN G6PC GATA1 GATA2 GDNF GLMN GNAS GPC3 GREM1 HNF1A HOXB13 HRAS IPMK JAG1 JAK2 KIF1B KIT KLLN KRAS LIG4 LZTR1 MAD2L2 MAGT1 MAP2K1 MAP2K2 MAP3K1 MAX MEN1 MET MITF MLH1 MLH3 MMP1 MNX1 MRE11 MSH2 MSH3 MSH6 MSR1 MTAP MUTYH NBN NF1 NF2 NHP2 NME1 NOP10 NRAS NSD1 NTHL1 NTRK1 PALB2 PARN PDGFB PDGFRA PDGFRB PHOX2B PIK3CA PMS2 POLD1 POLE POLH POT1 PRF1 PRKAR1A PSMC3IP PTCH1 PTCH2 PTEN PTPN11 RAD50 RAD51 RAD51C RAD51D RAD54L RAF1 RASA2 RASAL1 RB1 RECQL RECQL4 RET RHBDF2 RNASEL RNF139 RRAS RSPO1 RTEL1 RUNX1 SAMD9 SAMD9L SBDS SDHA SDHAF2 SDHB SDHC SDHD SEC23B SERPINA1 SETBP1 SH2D1A SHOC2 SLX4 SMAD4 SMARCA4 SMARCB1 SMARCE1 SOS1 SPRTN STAT3 STK11 SUFU TERT TGFBR2 TINF2 TMC6 TMC8 TMEM127 TP53 TRIP13 TSC1 TSC2 UBE2T VHL WAS WIPF1 WNT10A WRAP53 WRN WT1 XIAP XPA XPC XRCC2 ZNF687 ARMC5 BRAF CTNNA1 PBRM1 RNF43 TERF2IP TEX15 ANKRD26 SRP72 DDX41 ERCC6L2 ETV6 ASXL1 PAX5 RBBP6 SH2B3 LAPTM5 HCLS1

Material: Sangue ou Medula Óssea

Este painel se destina a investigação de alterações genômicas somáticas associadas a neoplasias hematológicas, dentre as quais: Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Síndrome Mielodisplásica (SMD), Neoplasias Mieloproliferativas (NMP), Leucemia Mielomonocítica Crônica (LMMC) e Leucemia Mielomonocítica Juvenil (LMMJ), Leucemia Neutrofílica Crônica, (LNC), Leucemia Mieloide Crônica Atípica (LMCA), Policitemia Vera, Trombocitemia Essencial (TE), Mielofibrose Primária (PMF).
Os genes avaliados por esse painel, com os respectivos éxons de interesse são: ASXL1 (12), ATRX (8-10 e 17-31), BCOR (completo), BRAF (15), CALR (9), CBL (8, 9) CEBPA (completo), CSF3R (14-17), DNMT3A (completo), ETV6/TEL (completo), EZH2 (completo), FLT3 (14, 15, 20), GATA1 (2), GATA2 (2-6), GNAS (8, 9), IDH1 (4), IDH2 (4), IKZF1 (completo), JAK2 (12, 14), JAK 3 (exon13), KIT (2, 8-11 e 13, 17), KRAS (2, 3), MLL (5-8), MPL (10), NPM1 (12), NRAS (2, 3), PDGFRA (12, 14, 18), PTPN11 (3, 13), RUNX1 (completo), SETBP1 4 (parcial), SF3B1 (13-16), SRSF2 (1), STAG2 (completo), TET2 (3-11), TP53 (2-11), U2AF1 (2, 6), WT1 (7 + 9), ZRSR2 (completo).

Material: Sangue

Neste exame todos os exons e splice sites do gene APC são sequenciados. A polipose adenomatosa familiar (FAP) é uma doença autossômica dominante caracterizada pelo desenvolvimento de numerosos pólipos adenomatosos e um aumento do risco para o surgimento de tumores colorretais. Nos indivíduos com polipose adenomatosa familiar clássica, o número de pólipos aumenta com a idade. Essa doença tem penetrância quase completa, porém expressividade variada entre os indivíduos heterozigotos.

Material: Sangue

O PTEN está relacionado com a síndrome de Cowden (CS), a síndrome de Bannayan-Riley-Ruvalcaba (BRRS) e com a síndrome de Proteus (PS). A CS é uma síndrome de hamartoma múltiplo com um alto risco de desenvolver tumores benignos e malignos de tireoides, mama e endométrio. Os indivíduos afetados em geral apresentam macrocefalia, triquilemomas, papilomatose e pápulas e costumam aparecer após completar 20 anos.

O risco de desenvolver câncer de mama é de 25-50 %, com uma idade média de diagnóstico entre 38 e 46 anos, o risco de câncer de tireoides (em geral folicular, poucas vezes papilar, mas nunca medular) é de 10 %, e o risco de ter câncer de endométrio pode chegar a 5-10%. A BRRS congênita é um transtorno caracterizado por macrocefalia, polipose intestinal, lipomas e máculas pigmentadas da glande.

A PS é uma patologia complexa, aparecem más-formações congênitas e pólipos hamartomatosos, assim como nevos do tecido conectivo, nevos epidérmicos e hiperostose.

Material: Sangue

A análise genética da variante R337H no gene TP53 é recomendada para avaliação de risco para a Síndrome de Li-Fraumeni, Li-Fraumeni Like, Câncer de Mama e Câncer Adrenocortical.

A variante R337H pode ocorrer tanto em pacientes com histórico familiar de câncer ou em casos de câncer isolados sendo mais frequente em mulheres que tiveram câncer de mama antes dos 45 anos. Esta mutação é altamente prevalente em tumores esporádicos de córtex adrenal (ACT) provenientes da região sul do Brasil onde há uma alta incidência destes tumores e está localizada no éxon 10 do gene TP53 e resulta de uma substituição do aminoácido arginina, de códon CGC, pelo aminoácido histidina, de códon CAC na posição 337 da proteína, na base 1010 (c.1010G>A).

Material: Sangue

Identificação de pacientes portadores de mutações que caracterizam a síndrome de predisposição ao desenvolvimento de carcinoma colorretal hereditário não relacionado a polipose denominada HNPCC ou Síndrome de Lynch.

Material: Sangue

A síndrome de Peutz-Jeghers é uma doença autossômica dominante rara, caracterizada pela presença de pigmentação melânica mucocutânea em lábios, região perioral e mucosa bucal, associada com polipose hamartomatosa do trato gastrointestinal. Portadores da síndrome são mais propensos ao desenvolvimento de diversos tumores malignos.

Os acometidos pela síndrome apresentam mutações no gene STK11/LKB1 localizado no cromossomo 19 (19p 13.31), o qual codifica uma proteína serina treonina-quinase, facilitadora da apoptose, resultando na perda da sua função e um crescimento celular descontrolado. Estas mutações têm sido detectadas em até 70% dos casos familiares e em cerca de 50% dos casos esporádicos.

Quase todas as pessoas com síndrome de Peutz-Jeghers, serão diagnosticados com um ou mais episódios de câncer durante a sua vida.

Material: Sangue

O von Hippel-Lindau (VHL) é uma síndrome de predisposição ao câncer familial associado com uma variedade de tumores malignos e benignos, o mais frequentemente na retina, cerebelo e hemangioblastoma medular, carcinoma de células renais (RCC) e feocromocitoma. VHL é causada por mutações na VHL (3p25.3), um gene supressor tumoral clássico. A transmissão é autossômica dominante.